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Auditório
do Centro Cultural Banco do Brasil
Realizado em 04 de setembro de 2001
Por
Leila Reis
É
o debate que não quer ser interrompido. Você abre uma revista, um
jornal e volta e meia encontra estampada a última baixaria do Faustão,
do Gugu, do Ratinho. Outros nomes poderiam ser citados, mas esses
são os mais em voga, sempre. Se a televisão é a concessão pública,
pode-se presumir, sensatamente, que tenha um compromisso com a cidadania.
Isso significa, num país continental como o Brasil, ajudar a formar
cidadãos, cumprindo metas informativas e (por que não?) educativas.
Mas não é isso que faz a TV brasileira. Aliás, não só a brasileira.
Hoje
em a TV virou um circo eletrônico em que baixarias domninam a programação.
A solução para isso é a censura? Não. Quem viveu sob a ditadura,
na época do regime militar, sabe bem o que é a censura às artes,
à informação. Ninguém é tolo de achar que não exista uma censura
econômica, mas essa é outra história. E o objetivo é discutir os
mecanismos pelos quais a sociedade pode (e deve) interferir na programação
das emissoras e das redes. 
Educação
e informação, sim. Mas não chatas, porque o Brasil tem uma tradição
de humor chancho que não casa com certas iniciativas de TV cultural.
Mas não pode haver preconceito. Há público para as baixarias do
Ratinho e do Gugu? Claro que há. Mas também há para Auto da Compadecida,
para os 3 tenores, para os grandes concertos. Discutir a qualidade,
esética e ética, da programação é uma das tarefas da crítica, que
o ciclo de debates quer levar adiante. Mas há muito mais a ser discutido.
Ana
Paula Franzoia (Jornalista e Crítica da Revista
Época)
Laurindo
Leal Filho (Professor da ECA/USP e Jornalista)
Maria
Adelaide Amaral (Dramaturga e Escritora)
Cristina
Padiglione (Colunista
do telejornal do Estado de São Paulo)
Workshop:
Às 15h, com o Professor, Sociólogo e Jornalista Laurindo
Leal Filho.
Ana
Paula Franzoia
Editora
assistente da Revista Época, desde abril de 2001. Atuou como repórter
na Gazeta mercantil. Atuou como produtora-executiva e pauteira do
TJ Brasil e Jornal do SBT durante sete anos (época de Boris Casoy
e Lilian Wite Fibe). Atuou na produtora TV1 e TV Bandeirantes.
Laurindo
Leal Filho
Sociólogo
e jornalista, é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP.
Como jornalista trabalhou nas Redes Globo, Cultura e Bandeirantes,
onde foi editor-chefe do Jornal Bandeirantes. É mestre em sociologia
pela PUC/SP, doutor em Ciências da Comunicação pela USP, com pós-doutorado
na Universidade de Londres. Autor dos livros Atrás das Câmeras
- Relações entre Estado, Cultura e Televisão e A Melhor TV
do Mundo, O Modelo Britânico de Televisão, publicados pela Summus
Editorial.
Maria
Adelaide Amaral
Escritora,
dramaturga e teledramaturga. Co-autora das novelas Meu Bem, Meu
Mal (1990), Deus nos Acuda (1992), A Próxima Vítima
(1995), e em colaboração O Mapa da Mina (1993), Sonho
Meu (1994), e autora de Anjo Mau (1997/1998). Autora
das minisséries A Muralha (2000) e As Maias (2001).
Autora de peças como Bodas de Papel (1976), A Resistência
(1975), Chiquinha Gonzaga (1982), De Braços Abertos
(1984/86), Electra (1987), A Resistência (1994) e
Chiquinha Gonzaga, Abre Alas, entre outras. Recebeu diversos
prêmios Moliére, Governador do Estado, APCA, APETESP, Mambembe,
Shell, Sharp, e o Troféu Jabuti.
Cristina
Padiglione
Colunista
do telejornal do Estado de São Paulo.
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