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Auditório
do Centro Cultural Banco do Brasil
Realizado
em 07 de agosto de 2001
No
conjunto das artes produzidas heroicamente no País, o teatro infantil
é tido como um dos segmentos mais sofridos, mais à margem da margem
da margem. Há preconceito por todos os lados. Como a crítica jornalística
tem contribuído para livrar as produções infantis desse estigma
de pecinhas? Como os críticos podem ajudar, com seus
textos publicados nos jornais, para a melhoria da qualidade dessas
produções?
Esse
é um desafio freqüente para os jornalistas e, ao mesmo tempo, uma
expectativa comum por parte de quem produz teatro para crianças.
Os encenadores querem saber onde estão errando, querem saber por
que continua ainda a vigorar nos palcos do País a lei do mais velho:
o teatro adulto, mesmo quando não tem cenários grandiosos, ainda
assim espreme a produção infantil na boca de cena do palco. É uma
imagem forte e que define como se regem as leis de convivência entre
espetáculos para adultos e espetáculos para crianças dentro dos
limites do próprio teatro.
Escrever
sobre teatro infantil é cada vez mais um desafio. Nos cadernos de
cultura, com espaços reduzidos pela propalada crise de papel, quem
já tinha pouco espaço ficou com menos ainda. Existe uma luta diária
entre críticos e editores para que os espetáculos de teatro para
crianças não percam de vez seu espaço no jornal diante, por exemplo,
das superproduções cinematográficas ou dos megashows em alta voltagem.
Há espaço para todos? Nem sempre. A crise de papel é real. Como
lidar com isso? O crítico deve se imiscuir nessas questões mercadológicas
e de patrocínio? Vamos refletir.
Débora
Dubois (Diretora Teatral)
Dib
Carneiro Neto (Jornalista e Crítico do Caderno
2 de O Estado de S. Paulo)
Mônica
Rodigues da Costa (Jornalista,
Crítica e editora da Folhinha- Folha de S.Paulo)
Wladimir
Capella (Dramaturgo e Diretor Teatral)
Performance
- às 17h30 - Térreo
Trecho
do espetáculo A Sopa de Pedra, de Tatiana Belinky.
Direção
- Antonio de Andrade
Música
ao vivo por Renato Primo Comi
Intérpretes
- Kalil Jabbour, Luiz Amorim e Theodora Ribeiro
Grupo
Luz e Ribalta, núcleo da Cooperativa Paulista de Teatro
Dib
Carneiro Neto
Jornalista,
crítico de teatro para crianças e subeditor do Caderno 2 do Estado
de S. Paulo. Atuou em publicações como a Gazeta de Pinheiro e revista
Veja. Autor de duas peças teatrais inéditas, Salmo 21, baseada
no livro Estação Carandiru, de Dráuzio Varella, e Depois
Daquela Viagem, para o público adolescente, baseada no livro
homônimo de Valéria Piazza Pollizzi (em fase de captação de recursos
para montagem em 2002).
Débora
Dubois
Atriz,
produtora e diretora, destacou-se nos últimos três anos com espetáculos
premiados ao público jovem e infanto-juvenil como Cuidado: Garoto
Apaixonado, Grogue e Pirata na Linha. Dirige o espetáculo Motorboy
de Aimar Labaki, com estréia prevista para agosto no Teatro Popular
do SESI. A convite do diretor Gianni Ratto, faz parte do projeto
Formação de Público da Prefeitura de São Paulo - junto a
outros três diretores - com montagem de autores do teatro brasileiro
do período de 1880 a 1960, com estréia prevista para setembro.
Mônica
Rodrigues da Costa
Editora
do Folhinha e crítica de teatro para crianças na Folha de S. Paulo.
Professora de literatura e redação (oficina de texto) no MAM/SP.
Mestre em Comunicação e Semiótica com a dissertação Ler Sem Engasgar,
sobre a recepção da Folhinha pelo público infantil. Doutora em Comunicação
e Semiótica com a tese Dez Poetas Brasileiros Hoje.
Wladimir
Capella
Dramaturgo
e diretor de espetáculos como Panos e Lendas, Maria Boralheira,
Antes de Ir ao Baile, O Homem das Galochas, entre outros. Premiados
por diversas vezes com os prêmios APCA, Mambembe, Governador do
Estado, e, também, os prêmios Sharp e Moliére.
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